História do Darca
O que parecia no início uma brincadeira ou um sonho... hoje é uma realidade bem firme! Nascido em 1973, o DARCA já festejou o seu 30º aniversário e mantém-se cheio de actividade, de vigor e juventude. Ficam aqui registados alguns pormenores das etapas mais significativas da história do DARCA que todos recordarão com agrado, sobretudo as que as viveram em primeira pessoa!...

   
         

 

 

 



 
   
 

Pré-história

Lisboa, anos sessenta. No nº 5 da Av. Professor Aníbal Bettencourt, no Campo Grande, existia uma residência de estudantes universitárias, a Residência dos Álamos. Aos sábados de tarde, tempo mais morto na residência, um grupo de residentes começou a organizar actividades para gente nova: passeios, aulas de viola e de culinária, concursos, jogos... etc. A iniciativa foi bem recebida, não só por parte das miúdas como também dos pais. Chamaram-lhe Clube, um pouco à semelhança dos british clubs: espaço de convívio e entretenimento. Assim surgiu o Clube Juvenil dos Álamos. No início, em 1965, surgiu a possibilidade de usar uma moradia na Av. 5 de Outubro, quase nas traseiras da Residência dos Álamos. O Clube abandonou as instalações da Residência e, ao conquistar terreno próprio, ganhou uma nova vida. Multiplicaram-se as actividades e as iniciativas. Na casa nova podia-se também estudar durante a semana: as universitárias iam conciliando os seus trabalhos com o apoio escolar às mais novas... No início da década de setenta o Clube mostrava já a sua vitalidade! Foi fácil chegar à conclusão de que era um clube com pernas para andar! Em 1973, numa reunião magna de associadas, foram votadas, democraticamente, várias propostas de nomes e foi eleito o nome de Clube Darca. Talvez pela originalidade, musicalidade e significado... A proposta viera de alguém que, na altura, estudava árabe, e que explicou tratar-se do nome de uma espécie de escudo - arma de defesa. Em 1973 acaba a pré-história e começa a história do CLUBE DARCA!!

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0 1º LUSTRO
1974-1978

No final de 1973 o Clube Juvenil dos Álamos foi baptizado com o nome próprio de Clube Darca! Nos anos da pré-história o Clube tinha crescido. A casinha da 5 de Outubro mal conseguia aguentar o formigueiro de gente que a assaltava todos os sábados e que quase rebentava com ela! Com a notícia de que a Residência dos Álamos fechava e procurava uma casa mais adequada, surgiu a possibilidade de se mudar para lá o Clube. Seria uma espécie de regresso às origens! A mudança implicaria algumas obras de adaptação e gastos mais elevados. Toda a gente se lançou numa grande mobilização para angariar fundos para essas obras. Filhas e Pais! Quem não se lembra de andar a vender T-Shirts, bolos, rifas, etc., para juntar dinheiro para as obras e para a instalação da futura casa? E quem não ajudou a transportar, coisas e loisas, de uma casa para a outra? Aquele percurso pelas hortas e terrenos cultivados, ou mesmo pelo Campo Grande... ficou conhecido até de olhos fechados!!! Em 1975 mudou-se de casa! A casa parecia-nos "um palácio"... Depressa, porém, verificámos que afinal "não era assim tão grande". Até era difícil pensar, como conseguíamos funcionar na casinha da 5 de Outubro! No nº 5 da Av. Professor Aníbal Bettencourt estava finalmente instalado o Clube Darca. A casa nova tinha um cheiro característico...! Ainda hoje, no capítulo das recordações, todas relacionamos o Darca a um agradabilíssimo cheiro a cera! E além disso muitas de nós temos a honra de ter contribuído para que aquele chão do Clube brilhasse e cheirasse assim! A mudança trouxe melhoramentos substanciais: tínhamos um Oratório e, para além de duas salas de estudo, tínhamos ainda uma Biblioteca. Isto significava que passámos a ter várias espécies de lugares importantes! Surgiu um novo jornal: o Tiro ao Alvo - depois do Alicate, que era o jornal do Clube Juvenil dos Álamos. A actividade jornalística sempre foi um prato forte no Clube. As aulas de viola começaram a produzir novas professoras! Estes anos estão também assinalados como o tempo dos espectaculares Concursos de Culinária e dos Cursos de Gestão da Casa dados pela Tis Bigotte Chorão! Em 1976 começaram os Campos de Trabalho. Uma boa temporada das férias de Verão dedicada a montar, em zonas rurais ou urbanas mais carenciadas, uma série de actividades em benefício da população local: aulas de higiene, primeiros socorros, trabalhos manuais, música, dança, educação cívica, catequese… Era o Darca a começar a transbordar para fora de casa e uma ocasião de pôr a render ao serviço dos outros aquilo que se aprendeu durante o ano. Mas a solidariedade não se manifestava só nas férias: as visitas a pessoas necessitadas ou doentes para lhes fazer companhia ou prestar qualquer serviço, estiveram presentes desde o início do Darca.

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0 2º LUSTRO
1979-1983

Os anos da música! Violas, cadernos de canções e muita criatividade musical. O 1º Festival Darca foi em 1979. Teve lugar no Clube e ganhou o célebre "Chiquinho de Almeirim" (não era concorrente, era este o nome da canção!). Estava o destino marcado... Daí para a frente já não se podia parar. Em 1980 o Festival deu o salto para o Auditório da Biblioteca Nacional e em 1981 para a Aula Magna da Universidade de Lisboa. Ainda que com alguns anos de interregno, o Festival Darca passou a ser um empreendimento anual do Darca! Por esta altura começámos, regularmente, actividades de solidariedade em bairros mais carenciados de Lisboa: Chelas, Beato, Charneca... O UNIV, Congresso Universitário que o ICU (Istituto per la Cooperazione Universitaria, sediado em Itália) organiza todos os anos em Roma, na Páscoa... começou também a contar com uma participação regular darquista! E, nestes anos, por altura das férias da Páscoa, o Darca tornava-se anfitrião dos grupos de participantes no Congresso provenientes de países da América do Sul - Brasil, Peru, Colômbia, Chile... etc. - que faziam escala em Lisboa a caminho de Roma! Foram inesquecíveis aquelas tertúlias internacionais! Além disso, as associadas esmeravam-se a organizar programas turísticos e culturais que deixavam os grupos visitantes verdadeiramente impressionados. Foram as primeiras grandes experiências em intercâmbios internacionais. A actividade de cinema conheceu uma das suas épocas áureas, com sessões comentadas pelo célebre crítico cinematográfico Luís de Pina. Ainda não era o tempo do vídeo; eram versões em 16 mm projectadas em grande écran "caseiro", com a máquina que o então chamado FAOJ (Fundo de Apoio aos Organismos Juvenis) nos emprestava. O Teatro deu também, nesta altura, um grande salto qualitativo, com as aulas dadas pelo actor José Raimond. Outra novidade estreada estes anos foi o Convívio Itinerante! Percorremos Portugal de lés a lés, durante o Verão, com a casa às costas. O célebre dito "Vá para fora cá dentro" começou, portanto, há muito tempo! E a saudosa "Casa do Mar"? Quem não recorda aquela casa, aqueles convívios inter-clubes e aqueles mergulhos e banhos "radicais" (avant la lettre) nas rochas e nas águas da Boca do Inferno?! Coisas para não repetir nem ensinar... Graças a Deus sobrevivemos todas! Em 1982 o Darca teve a honra de receber o Cardeal Patriarca de Lisboa, D. António Ribeiro, que esteve no Clube com um grande número de associadas, de todas as idades.

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0 3º LUSTRO
1984-1988

De novo foi necessário fazer obras no Clube... Novamente se fizeram grandes mobilizações para conseguir dinheiro. Desta vez esteve na moda a "Feira da Ladra"! Foi muito mais do que uma campanha alegre, foi uma campanha eufórica e... perigosa! Várias vezes chegámos à conclusão de que tínhamos ido longe de mais nas vendas. Sobretudo quando lamentávamos ter vendido alguma coisa que nos vinha a fazer falta! O "irrequieto Clube Darca", como uma notícia do Expresso lhe chamava, navegava também de vento em popa nas actividades de apoio ao estudo. Cursos de Metodologia do Estudo, Ciclos de Expressão Oral e Escrita, Ciclos de Filosofia e os célebres Cadernos de Filosofia - Edições Darca -... A Biblioteca começava a ter a sua fama e a darc'fazer: novos livros, catalogação e elaboração de ficheiros! E os "fins de semana de estudo" nas Azenhas do Mar...: quem não passou por essa espantosa experiência de resistência?! Foi, sem dúvida, a nova versão, em estudo, das "24 horas de Le Mans"! Surgiu mais um Jornal no Clube. Este parece que veio para ficar! O Darkitu! O nome quer dizer, para aqueles que não assistiram ao seu nascimento, "Darca e tu". É o jornal que, no Verão, chega a todos os pontos do País com notícias recebidas também de todos os pontos do País onde está alguém do Darca em férias, com a produção jornalística dos repórteres do Clube, gente de todas as idades! Ficou na História - do Clube e dos Campos de Trabalho - a célebre Promoção Rural de Vila Nova de Tazem, em 1985, com cerca de 500 participantes! "O máximo" diziam todas ao voltar! As histórias deste Campo de Trabalho ainda hoje voltam à baila cada vez que se prepara alguma actividade deste género!!! A partir de 1985 o Clube Darca passou a estar inscrito no RNAJ (Registo Nacional das Associações Juvenis).

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0 4º LUSTRO
1989-1993

Santiago de Compostela. Verão de 1989. Foi a 1ª Jornada Mundial da Juventude fora de Roma convocada pelo Papa João Paulo II. Aí esteve uma camioneta com cerca de 50 representantes do Darca! Ninguém se pode esquecer de como foram emocionantes aqueles dias... A conclusão está à vista: daí para a frente não deixámos de comparecer a esses encontros, pelo menos àqueles que se realizaram no continente Europeu! No Natal de 1990 nasceu o Eliot, na sequência do filme "Meu amigo o Dragão". Esse dragãozinho simpático e bondoso, sempre pronto a ajudar, mesmo aqueles que se metem em grandes trapalhadas..., foi imediatamente eleito Mascote do Darca! Na epopeia dos Festivais, que se iam sucedendo, ficou célebre o de 1990. O Festival da Cinderela! A partir desta data o Festival começou a ser diferente: para além do concurso de canções, começou a ter uma "Segunda Parte" com dança e teatro, inteiramente concebida e ensaiada chez Darca! Em 1990 surgiram os Conselhos de Secção que trouxeram ao Clube uma nova vitalidade. Todos os anos se repete o cerimonial: eleições dentro de cada Secção do Clube, com urnas e boletins de voto - todas as associadas elegem e são elegíveis -, contagem de votos, aclamação das vencedoras e uma solene "tomada de posse", com discursos e tudo. Mais uma vez não podemos deixar de perguntar: "Como conseguimos passar sem eles tanto tempo!?" Em 1991, na Polónia tiveram lugar mais umas Jornadas Mundiais da Juventude, com o Papa e milhares de jovens de todo o mundo! De novo o Darca estava lá! E em 1992 um acontecimento muito especial ficou na História, não só do Darca. A 17 de Maio deste ano, um grande grupo de associadas e de famílias do Darca assistiu, em Roma, à cerimónia da Beatificação do Fundador do Opus Dei, Mons. Josemaría Escrivá. Foram dias inesquecíveis! No ano de 1993, integrado num intercâmbio com outros clubes portugueses, o Darca esteve, pela primeira vez, em África. Um Campo de Trabalho em Cabo Verde que enriqueceu tanto a delegação darquista que lá esteve como o próprio Clube. O Clube Darca foi declarado Instituição de Utilidade Pública em 1993! Sem dúvida é também um acontecimento importante deste lustro...

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0 5º LUSTRO
1994-1998

Em 1994 o Darca teve a grande honra de se ver entre as cinco instituições europeias candidatas ao Prémio Alcuin - um prémio entregue anualmente pela associação europeia EPA (European Parents Association) a uma Instituição privada que, pela sua dinâmica e trabalho, se distingue na educação da juventude! Este lustro foi marcado por uma explosão nos intercâmbios com outros clubes e associações juvenis. Em Portugal: o Rampa do Porto, o Moinho de Viseu, a Arcádia de Ponta Delgada (S. Miguel-Açores), o Campo Novo de Braga, os Arcos de Coimbra, o Monte Alegre de Montemor... E na Europa: com Villa delle Palme em Itália; Steenberg na Bélgica; o Clube Carena, o Roca Clube e muitos outros na vizinha Espanha. Loreto (Itália) e Paris (França) foram mais dois locais de encontros mundiais com o Papa João Paulo II, inesquecíveis para quem lá esteve e para quem ouviu os empolgantes relatos. Em 1994, Lisboa foi Capital da Cultura. O evento fez-se sentir no Darca. O Festival desse ano foi dedicado a Lisboa - passado, presente e futuro - e gravou-se a cassette "Festas em Lisboa" com músicas vencedoras de vários Festivais... Além disso, iniciou-se mais uma actividade de sucesso "Encontros com Lisboa" - programas culturais diferentes e variados destinados a conhecer melhor a cidade! Em 1994 chegou ao Darca, numa manhã de sol, o Sebastião. Foi o nome que se deu ao computador por ser, há muito tempo, "O Desejado"! Em 1998 festejamos as bodas de prata do Clube. O Festival deste ano foi uma grande Festa de Aniversário, com a colaboração de muitos amigos vindos de vários pontos do País. As associadas do Clube, num motim pacífica e silenciosamente organizado, ofereceram ao Clube, como presente pelos 25 anos, o Scanner e a ligação à Internet! As associadas do Clube, a espectacular malta do Clube, como sempre, a fazer das suas! Recebemos uma carta de Parabéns, estimulante, do Prelado do Opus Dei. E recebemos numerosas felicitações, de instituições como o Instituto Português da Juventude, a Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, o Gabinete em Portugal do Parlamento Europeu, ... e inúmeras outras menos sonantes mas nem por isso menos comovedoras!

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0 6º LUSTRO
1999-2003

Sem nunca parar na iniciativa e na criatividade, o DARCA acompanhou, sempre na crista da onda, a chegada do III Milénio. As grandes questões que atravessaram a actualidade estiveram especialmente presentes nas conferências e tertúlias culturais organizadas para todas as associadas e amigas: a globalização, o ano europeu da tolerância, a guerra e a paz, Timor, Kosovo, Afeganistão, Iraque e a questão israelo-árabe. Outros temas como Harry Potter e companhia foram também alvo de várias tertúlias, clubes de debate, cine-foruns... O ano 2000 foi marcado pela participação massiva do DARCA no Jubileu da Juventude em Roma, mais uma edição das já famosas Jornadas Mundiais da Juventude que reúnem em torno do Papa, seja onde for que ele se encontre, uma multidão de jovens de todo o mundo... Desta vez em Roma, capital da cristandade, para celebrar com o Papa o jubileu do ano 2000! Inesquecível! E dois anos depois, em Outubro de 2002, outro grande acontecimento que marcou a vida da Igreja e a que o DARCA se associou com grande entusiasmo. De novo a caminho de Roma, muitas associadas e famílias participaram na cerimónia da canonização de São Josemaría, fundador do Opus Dei, a quem o Darca tanto deve desde o início da sua história. Em 1998 celebrávamos os 25 anos do Clube, rapidamente se passaram mais cinco e chegamos a 2003 e o DARCA festeja o seu 30º aniversário! Uma vida cheia de aventuras, sempre a crescer desde aquele longínquo ano de 1973. E mais uma vez a história repete-se: o clube foi crescendo e a casa tornou-se pequena. Em Outubro de 2003 começaram as obras de ampliação e renovação da sede do Clube. Agora, desde Janeiro de 2005, com o DARCA novo e maior, contamos com a ajuda de todos para voltar a pôr tudo no seu sítio.

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